…na nova escola!
Quinta passada, fui na primeira reunião na nova escola de Bruno. E já no início, me surpreendi. Na verdade, acho que posso dizer que esta foi a primeira reunião “de verdade” que participei como mãe de aluno.
Que organização! Que tato, que respeito para com todos os pais. Fiquei realmente surpresa e muito feliz. Aliás, feliz, por vários outros motivos. Felizmente, nenhuma “reclamação” sobre o Bruno. Na verdade, tivemos sim, algumas reclamações sobre ele, mas que vieram na agenda, como forma de pedido para que a gente o orientasse. O que acontecia, era que ele levantava o tempo todo pra apontar os lápis, e ficava “horas” no lixo, conversando com os outros amigos que faziam o mesmo.
E aí, dei mesmo uma bronca. Bruno é meio rebelde, é teimoso, e cisma que é independente, que pode fazer algumas coisas sozinho, e quis dar n explicações sobre “necessitar” apontar os lápis o tempo todo. Mas nada funcionou. Fiz o que ele mais teme! Falei que se não obedecesse a professora não iria ganhar mais nada, e calhou de ser bem perto do dia que ele me pediu o Omnitrix ( o tal relógio do Ben 10). E quando eu disse que não ia comprar, na hora ele disse que não ia mais ir o tempo todo ao lixo. E deu certo! No dia seguinte, falando com a Lu (a prô dele) pelo orkut, ela disse que ele se comportou direitinho!
Então, voltando ao assunto da reunião. Fiquei satisfeita, porque tinha um único apontamento “negativo” em relação a ele.Sobre o fato de conversar muito e se atrasar nas atividades em sala de aula. Mas após o apontamento, tinha uma ressalva, de que com o passar do tempo, ele tem melhorado muito! De resto, tudo perfeito.
Estou satisfeitíssima com o aprendizado. Em 3 meses, Bruno tem superado todas as expectativas, porque até então, não escrevia absolutamente NADA. Hoje em dia, escreve praticamente todas as vogais e números. E escreve sem copiar. Alguns números, ele tinha dificuldade em escrever, por exemplo, o número 5. Treinei bastante com ele, segurei na mão dele e fiz junto. E outro dia, ao olhar a mochila dele, achei tão engraçado! Tinha uma folha de sulfite, daquelas coloridas, toda cheia do número 5 e da letra e, assim mesmo, minúscula, de forma, que foi a letra que ele também teve dificuldade pra aprender a escrever. Quando perguntei o que era, ele disse que estava escrevendo, pra ficar “mais bonito”. Ele realmente entendeu, quando falei pra ele, sobre o capricho com as lições de casa e também as atividades em sala de aula. É complicado, porque ele ainda tem 4 anos, está aprendendo, não tem obrigação nenhuma de saber escrever com 4 anos, mas já que está em processo de aprendizado, tem que aprender também que é preciso fazer tudo bem feito e com muito capricho!
Após a reunião, participei de um momento muito legal. Desci da sala de reuniões e eles estavam no horário do lanche! Tive a oportunidade de tomar lanche com ele. Fomos até a cantina pra comprar o lanchinho e ele todo orgulhoso me apresentou pra todo mundo que trabalha lá! E, como sempre, as pessoas da cantina, elogiaram, falaram da desenvoltura dele, e independência na compra dos lanches, ele faz questao de comprar tudo sozinho. Paga, e guarda o troco, direitinho!
Fiquei perto dele, aliás, da mesa onde ele e todos os amiguinhos da sala dele estavam sentados, e quando fui me despedir dele pra vir embora, dei um beijo e um abraço. Quando estava me levantando, o amiguinho que estava ao lado dele, me cutucou e disse: “tia, eu também queria um abraço seu”. E eu dei! De repente, me vi cercada de crianças, pedindo um abraço também. E quando já estava saindo, uma menininha, tadinha, que tinha ficado pra trás, veio correndo, me puxou pela blusa e disse: “tia, por favor, eu fiquei sem abraço, vc pode me dar um???”
Fiquei tão emocionada. Principalmente, porque quando comecei a abraçar as crianças, olhei pra Bruno, achando que ele estaria com cara fechada, por ter ficado enciumado e vi que ele estava me olhando com o maior sorrisão no rosto. E li nos olhos dele, que ele sentia orgulho de mim. E quando ele chegou em casa, me disse que os amigos dele, disseram que eu sou uma mãe muito legal!
Prova de que ele gostou da minha “participação” no lanche, foi a Lu ter me contado depois, que quando eles subiram pra sala, voltando do lanche, ele perguntou de mim, e começou a chorar, quando ela disse que eu tinha vindo embora. Acho que ele imaginou que eu ia ficar lá, com eles…rs
Mas claro, que nem tudo são flores.
Agora pouco, estava conversando com a Val Barbieri pelo Twitter e estávamos falando sobre o gênio dos nossos filhos.
Bruno é genioso, teimoso e de vez em quando, por conta disso, se torna muito malcriado e respondão. Não sei, mas acho que essas crianças tem essas fases, de achar que tem razão em tudo e não aceitam ser contrariados. Bruno é contestador demais. Quando digo não, ele quer saber porque não pode, porque tal amigo pode, e ele não pode. E eu logo solto um: “seu amigo é seu amigo, vc é vc. Sou sua mãe e se estou dizendo que não pode, é porque não pode”.
Tem dias que nem conversa resolve, aí acabo dando umas palmadas na bunda, porque paciência tem limite e sinceramente, em alguns momentos me sinto esgotada e a paciência parece que desaparece também. O fato é, nenhuma criança vai se tornar revoltada por levar uns tapinhas na bunda. Carlos é prova disso, alíás, apanhou muiiiiiiiito quando era pequeno, e náo levava só tapa na bunda não, a coisa era séria mesmo, e vejam hoje. É super responsável e trabalhador. Essa história de que palmada cria revolta e rebeldia é desculpa esfarrapada. E mesmo porque né gente, filho da gente, a gente educa como acha que tem que educar, afinal, não existe fórmula para criar filhos, se existisse, seria tudo muito perfeito.
O que dá nervoso é quando alguma mãe chega perto, comentando que o filho nunca fez malcriação, nunca respondeu, que é um “santo”. Bem capaz mesmo! Tá pra nascer uma criança, neste mundo, que não tenha praticado nenhum tipo de malcriação pra pai ou mãe! Não existe criança que NUNCA mexe em nada na casa dos outros, porque toda criança normal é curiosa, o que leva a querer mexer em algo, talvez até mesmo instintivamente, porque a criança não enxerga aquilo como uma “arte”, apenas quer saciar a curiosidade, pegando no objeto, tirando do lugar. É engraçado ouvir pais dizendo: “meu filho nunca mexeu em nada na casa dos outros”. Claro, não mexeu agora né, que já está grande, rsrs, afinal é fácil demais “criticar” os filhos dos outros.
Amo meu filho, tenho orgulho da inteligência dele, da desenvoltura e até mesmo da tentativa acirrada dele de ser independente, mas se tem uma coisa que não sou é “falsa”. Jamais vou dizer que ele é um anjo de candura pelo fato de ele ser meu filho, porque dizer isso, seria mentir pra mim mesma, aliás, e pior, ser conivente e mascarar os erros dele. Corrigir é preciso, sim!
Não sou uma mãe ruim, mas também não sou uma mãe boba. Jamais Bruno vai responder pra mim e vai deixar de receber punição. Manha e escândalo então, nem pensar! Ele nunca fez e espero que nunca faça escândalo na rua, porque sabe que vai levar umas boas palmadas caso isso aconteça!
Mas o post era mesmo pra falar sobre a reunião. Fiquei muito feliz com o desenvolvimento dele, a dinâmica de ensino da nova escola, e é claro, com a dedicação da Lu!
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