Dia dos namorados chegando. E pra nós dois, não é só pelo dia 12 que o mês é importante. Foi também o mês que nos conhecemos, na faculdade. No dia 19 de junho de 1996, e depois de uma semana, exatamente no dia 26, começamos a namorar.
Não tivemos idas e vindas. Tivemos sim, apenas um distanciamento, que durou dois anos. Quando achávamos que não ia mais “rolar”, nos encontramos novamente, e no mesmo dia, do reencontro, decidimos casar. Acho que foi o único ato “impensado” e que graças a Deus, deu super certo, que cometemos neste período de 14 anos que estamos juntos.
Nem tudo é perfeição. Cometemos erros. EU cometi erros. Paguei por eles. Tivemos um “re-começo”. E hoje, posso dizer que sou muito satisfeita com TUDO o que tenho. Não me falta nada, principalmente amor. Também tenho muito amor pra dar, acredite!
Após estes 14 anos aprendi a relevar. A não brigar por tudo e qualquer coisa. A calar e ouvir. A ficar em silêncio, quando em outra ocasião, poderia ter tido a vontade de gritar. Aprendi a aceitar que nem tudo é como eu quero, que não estou certa o tempo todo. Que ELE, pode sim, ser o certo no meio de uma discussão. Aprendi principalmente a não ficar tentando encontrar motivos para brigas.
E hoje, não me imagino sem ELE. E por favor, sem aquela coisa de que “a gente se acostuma com a pessoa”! Eu posso me acostumar com qualquer pessoa, mas também posso me desacostumar, e com ELE não é assim. Não seria tão fácil assim.
Muitas pessoas passaram por nossas vidas. Tá, pela minha. Porque Carlos não é daquele tipo de homem que gosta de ficar falando e contando vantagem (ou desgraças) sobre o passado. Nunca soube qual foi a namorada dele mais bonita, a que mais sentiu ciúmes, a que morava mais perto. Nunca soube quantas namoradas ele já teve.Porque ele nunca me disse (e sim, eu como mulher ‘curiosa’, já perguntei).
E em todas as vezes que eu perguntei, ele sempre me respondeu: “isso não importa mais. Eu mesmo até já me esqueci. E quando a gente esquece de algo, é porque nem foi assim tão importante”. E sinceramente? Deixei de perguntar. Porque vou ficar me preocupando com coisas passadas? Com algo que simplesmente passou?
Nossa vida então, é baseada no hoje e também no futuro. Sonhamos, na verdade, idealizamos juntos e aos poucos, conseguimos ir concretizando tudo o que desejamos. Porque viver junto é isso. É se amparar. É apoiar.
Brigamos. Temos nossas diferenças. Somos felizes. Somos infelizes, quando algo de ruim acontece. E isso faz parte do nosso dia-a-dia e nossa vida. Não sei se realmente existe um mundo onde todo mundo é feliz e perfeito o tempo todo. E eu amo as imperfeições e defeitos que ele tem.
Amo quando ele é irônico e ri, no meio de uma discussão. Porque sei que se ele não rir, a discussão “nunca” terá fim. Amo quando ele diz que só eu tenho vergonha de usar determinada roupa (me achando gorda), porque pra ele, ela fica perfeita em mim. Amo quando ele diz que me magoo à toa, com algumas pessoas e coisas, porque nem sempre todas as pessoas são com a gente o que somos com elas, e o principal, nem sempre EU tenho razão.
E tudo nele que me desagrada, eu passo a amar, voluntária ou involuntariamente. Porque faz parte do “pacote”. Eu quis assim. Quando disse SIM, aceitei o pacote todo. E todos os dias, conheço e aprendo algo novo sobre ele. Novas reações, novas ações, uma nova qualidade, um novo defeito.
E estou realmente, muito satisfeita com TUDO isso, tudo o que tenho. Que aos olhos de muitos, pode parecer tão pouco, mas que aos meus, é muito mais do que eu imaginava ser merecedora!
Se vai ser pra sempre? Eu não sei. Espero que seja.
Espero que todo mundo, um dia, encontre um amor. Não precisa ser perfeito. Só precisa ser AMOR. Só amor. Apenas amor. E o que é o amor? Pra mim é tudo isso que leu acima, e o que carrego aqui dentro de mim, pra outros pode ter outras definições, pode ser sentido de diferentes formas e maneiras. Mas se é amor, pra que se preocupar tanto em tentar definir? Amor não se define, amor se sente, amor se vive!
Feliz Dia dos Namorados pra todos vocês.
E pra quem não tem namorado, feliz dia assim mesmo. Se você se ama, porque não comemorar também? Afinal, o amor próprio, deve vir antes, de qualquer outro amor.
PS: Aqui não teremos nenhuma comemoração especial a dois. Mas teremos à quatro. Nós, Bruninho e Elvis. Quer coisa melhor?