Eu nem ia tocar no assunto aqui no blog, porque achei que não convinha. Mas daí, pensando bem, resolvi que ia sim, escrever aqui. Porque talvez, sei lá, sirva de lição para alguém o que vou relatar a seguir.
Semana passada, na sexta-feira, me “indispus” com uma vizinha quando estávamos descendo com os meninos (são três, Bruno, Samuel, o melhor amiguinho dele e o filho dessa vizinha). Enfim, quando estávamos descendo as escadas, Bruno e o filho dela, se “estranharam”, um empurrando o outro. Chamei a atenção de Bruno, peguei na mão dele e desci com ele, de mãos dada e assim continuei, lá embaixo, esperando o ônibus escolar.
Logo depois, chegou o Samuel chorando, eu perguntei pra mãe dele o porque e ela disse, que ela havia chamado a atenção dele, pra não correr na escada. Então, caí na besteira de fazer o seguinte comentário:
“Eles são crianças. Ao mesmo tempo que brigam, logo estão brincando juntos”
Pra que fui dizer isso? A mãe do terceiro menino veio pra cima de mim, gritando, dizendo que o filho dela não era saco de pancadas e que se Bruno “batesse” (vejam o absurdo) nele de novo, ela ia partir pra cima.
Olha, uma coisa que todas as pessoas devem saber sobre mim. Parta pra cima de mim, bata na minha cara, mas não ameace nem parta para cima do meu filho, porque daí, eu deixo toda a BOA educação que meus pais me deram e baixa em mim a Maria Barraqueira MESMO!
Enfim, falei umas coisas pra ela, ela pra mim. Os meninos voltaram da escola, JUNTOS, sentados JUNTOS no MESMO banco…
..e aqui eu faço uma pausa no post, pra dizer que quando vi isso, eu tive vontade de rir, e dizer: “o que foi que eu falei? Eles brigam, mas depois brincam juntos novamente”.
Mas fiquei calada. Passou o final de semana.
Ontem descemos, ela desceu sozinha, não chamou como sempre chamava, enfim, opção dela. Ficou longe da gente e chamou umas outras crianças pra conversar. Passados cinco minutos, ela subiu a rua do condomínio, arrastando o filho pelo braço, o outro no colo, e na frente de todas as outras crianças, começou a BERRAR comigo, dizendo que Bruno, na sexta-feira (mesmo dia que vieram sentados juntos, no MESMO banco), tinha dado um tapa na cara do filho dela.
Eu, como já havia dito que iria ignorar, e evitar confusões, respondi: “tá bom, tudo bem, já me informou”.
Acho que ela, queria que eu batesse em Bruno, na frente de todo mundo, ou sei lá o que, porque a mulher virou uma fera! Começou a gritar, e no meio da gritaria ela olhou pra Bruno, com um olhar de MORTE e disse: “VOCÊ NÃO BATA MAIS NO MEU FILHO, PORQUE SE SUA MÃE NÃO TE DÁ EDUCAÇÃO, DOU EU”.
Eu só olhei pra ela e: “como é que é? Você está querendo dizer que VOCÊ vai bater no meu filho?”
Ela disse que não, que ia bater em mim mesmo. Então tudo bem, se é em mim, pode vir, né gente? Porque eu posso até sentir medo do bicho homem, mas correr eu não corro, porque não sou covarde.
Ela estava com o filho de um ano no colo. Não encostei um dedo nela. Os seguranças daqui do condomínio, tentaram tirar o filho dela no colo, e ela deu tanto safanão, pra não tirarem (acho que de medo, porque se ela não estivesse com ele no colo, eu teria metido a mão na cara dela MESMO, pelo simples fato de ela ter ameaçado meu filho, mas ao contrário dela, eu respeito criança, e em respeito ao filho dela, no colo, não ergui minha mão), que ela deve ter até marcado o menino.
Enfim, ela veio pra cima de mim. Porque como eu disse, eu não corro, dei minha cara pra ela bater, de frente a ela, mas ela não me bateu no rosto. Ela deu uns socos ou tapas, sei lá, no meu braço esquerdo e colo, que ficaram com vergões.
Eu subi, peguei minha bolsa e fui direto para a Delegacia, fazer um Boletim de Ocorrência, de Agressão, contra mim, porque peguei até a guia pra fazer o exame de Corpo de Delito no IML e também de Ameaça, porque ela ameaçou Bruno.
Enquanto eu esperava, ela chegou lá, foi atrás, com uma tia. Acho que com medo, sei lá. Porque eu não consegui encontrar outro motivo pra ela ter ido até a delegacia, se eu que fui a agredida e o meu filho o ameaçado.
Enfim…a tia dela veio conversar comigo. Eu repeti tudo o que eu tinha falado pra ela, porque sou muito mulher pra assumir o que falo e faço e no final, acabei não fazendo o BO. Por um motivo: a coisa foi grave? Foi. Mas eu moro aqui, ela também, ela é minha vizinha de porta. Tão cedo eu não pretendo me mudar, ela idem. E, apesar de não ter amizade e nem querer a amizade dela, não quero viver uma vida assim, de guerra com ninguém.
Ela me xingou, xingou meu filho, xingou minha mãe, quando xingou minha mãe, fez questão de dizer que minha mãe estava morta, me agrediu, ameaçou meu filho, e falou mais uma infinidade de outras coisas, para tentar me ferir e me deixar nervosa, para que eu me descontrolasse tanto quanto ela.
Porém, como eu disse, eu não tenho problemas psicológicos. Nunca apanhei do meu marido, nunca passei o dia gritando com meu filho, ao ponto de outros blocos do condomínio reclamarem, nunca briguei com nenhum outro vizinho do bloco, sendo assim, sou uma pessoa controlada.
Discuto com meu marido? Claro que discuto. Me aponte um casal que não briga nunca ou nunca brigou. Temos opiniões divergentes, em vários assuntos, isso é inerente da vida em sociedade. Casamento ou qualquer outro tipo de relação não deixa de ser uma sociedade.
Meu filho é genioso, teimoso, desobediente, bagunceiro, arteiro, questionador e bocudo? É. É comigo e pra isso, ele tem a mim, pra ser corrigido.
Meu filho é violento? NÃO! Pelo contrário, Bruno já apanhou muito, teve cabelo cortado, mochila e lancheira idem, todo mundo que nos conhece, sabe disso tudo.
Fui informada por alguém da escola ou pelo motorista do ônibus que Bruno bateu no filho dela, ou em qualquer outra criança? NÃO. NUNCA!
Hoje fui até a escola, conversei com a professora de Bruno e o que ela me disse, NA FRENTE da mãe do Samuel foi que ela mesma diz pra ele, que ele não pode ser sempre tão bonzinho, porque segundo ela, várias vezes, outras crianças da sala, bateram nele e ele só chora. Da mesma forma, quando vê alguma criança chorando, ele fica com pena, e vai acarinhar e acalmar.
Nunca, de 4 anos que Bruno vai pro colégio, eu tive uma única reclamação dizendo que ele bateu ou feriu alguma criança. Nenhuma! E eu disse isso pra ela (a vizinha), na sexta-feira, que tenho todas as agendas de Bruno aqui, que disponibilizo todas pra ela ler, caso ela queira. E se ela encontrar qualquer reclamação sobre ele, que seja relacionada a ele ser violento ou ter agredido alguma criança, me coloco a disposição dela, pra ser espancada por ela, e não vou revidar.
Simplesmente, porque não tem.
A escola foi avisada. Fui lá hoje e relatei tudo o que aconteceu. Se Bruno bateu no filho dela dentro do ônibus, eu realmente não sei. Bruno me disse que não. O motorista não sabe, não viu. E a escola? Faz o que? Será que finalmente vai aceitar colocar monitores dentro dos transportes?
Ontem fui buscar. Hoje fui levar e vou buscar. Porque, se ela ameaçou na minha frente, não confio. Podem até me achar bitolada, mas sinceramente, fico com medo, e se alguém vai até lá, pega Bruno de dentro do transporte e faz qualquer coisa com ele? Não confio mesmo. Prefiro ser bitolada, mas ficar em paz, e confiar no meu instinto de mãe.
As aulas, acabam hoje. Ano que vem, o filho dela vai estudar no período da manhã. Bruno estuda a tarde. Não que eu quisesse separar, porque como eu disse, eles são crianças, uma hora brigam, outra hora, brincam juntos novamente. Isto está aquém de proibição minha ou dela, mas pra evitar futuras confusões, se assim for melhor, então, que seja! (ela mudou o filho dela de horário).
Eu, da minha parte, não vou proibir. Jamais vou falar mal de outra criança pro meu filho, pra despertar nele, com cinco anos de idade, a inimizade ou o rancor.
Da mesma forma, que respeito o filho dela. Ela fez o que quis, eu não encostei um único dedo nela. Ela mesma desrespeitou, não só a mim, Bruno, mas também as outras crianças que viram tudo, e também os filhos dela. Principalmente o filho menor, que ela não tirou do colo, um único instante, o que pra mim, foi o mesmo que usar como escudo.
Fico pensando, se sou tão descontrolada quanto ela, parto pra cima, e machuco a criança. Eu não sou. Mas isso não significa que ela, um dia qualquer, não encontre uma pessoa que seja descontrolada, e agrida ela e os filhos.
Algumas pessoas, me perguntaram aqui no condomínio, se não estou me sentindo ENVERGONHADA, por ela ter me “batido”. Não. Envergonhada eu estaria, se estivesse no lugar dela, por ter colocado em risco a integridade do filho que ela carregava no colo. Continuo e assim vou permanecer, com minha cabeça erguida. Mesmo porque, não fui eu que criei a situação toda. Como disse a ela, estou criando meu filho para o mundo, ele não é superprotegido, nem acho que ele deva ser criado dentro de uma bolha, porque segundo ela, todas as vezes, que alguma criança bater no filho dela, ela vai “partir pra cima”.
Então, ela que se prepare, porque olha, ela vai ter que ir muito atrás de vários pais, das crianças da escola, pra agredir, da mesma forma que fez comigo. Porque isso, acontece todos os dias, com todas as crianças, em todas as escolas, do mundo todo.
Situação chata né? E totalmente desnecessária.
Comentários Recentes